Shows do PWD na Europa não contam com Luke Kilpatrick

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Ao que podemos ver pelas fotos dos shows do Parkway Drive que aconteceram em Praga e na Áustria, o guitarrista da banda Luke Kilpatrick, não compareceu em nenhuma das apresentações que a banda realizou até o momento para a “Unbreakable Tour”.

Até o momento, nenhum dos membros do Parkway Drive se pronunciaram sobre a ausência do guitarrista, portanto, não sabemos se a sua ausência é um problema temporário ou definitivo. A banda segue na estrada com um guitarrista substituto que vocês podem ver nessa foto.

Esperamos que o problema seja resolvido o quanto antes e que Luke possa acompanhar a banda nessa ou nas próximas turnês que o PWD realizará durante esse ano.

Dicas de Jeff e Luke para se tornar um bom guitarrista

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A revista Total Guitar publicou uma matéria com Jeff LingLuke Kilpatrick onde os guitarristas dão nove dicas de como se tornar um guitarrista bem-sucedido na indústria da música atual. Confira a tradução completa abaixo:

O Parkway Drive se tornou uma força nos palcos imparável, e o time responsável pelas guitarras por trás do sucesso da banda de metalcore moderno nos conta todos os segredos de como arrebentar ao vivo…

Nos últimos anos, houveram diversas discussões em aberto sobre quais bandas estão prontas para se destacar e alcançar a tocha e liderar os festivais de metal do futuro.

Para muitos, o Parkway Drive se tornou uma das grandes esperanças, tendo construído uma boa reputação à moda antiga – dependendo totalmente de shows ao vivo esmagadores nos últimos 13 anos de trabalho duro e batendo de frente com o beatdown.

Não tem sido muito fácil para os batalhadores australianos do metalcore, nem tem sido algo muito calculado. Mas verdade seja dita, o fato de suas paletas terem o desenho do emoji de cocô diz muito sobre o quanto essa banda se leva a sério.

Nós encontramos com os guitarristas Jeff Ling e Luke Kulpatrick sentados nos bastidores antes do primeiro show próprio da banda no Brixton Academy em Londres, parecendo o mais relaxados do que poderiam estar, enquanto dividiam algumas dicas de como se tornarem os mestres mais bem-sucedidos dos palcos…

1. As primeiras apresentações sempre serão ruins, levou um tempo para o Parkway Drive se tornar a banda ao vivo que ela é hoje…

Jeff: “Nossas primeiras apresentações eram uma porcaria, completamente horríveis. Nós tínhamos um equipamento horrível, um estilo terrível, mal conhecimento musical – o pior dos piores. Como um hambúrguer com 15 ingredientes por cima! Nós tivemos muita sorte de sair de onde estávamos.”

Luke: “Nós não tínhamos noção, nós não tínhamos nem controle dinâmico, então acabávamos recebendo um feedback horrível entre cada música. Nós éramos como qualquer banda dando os primeiros passos, uma banda de garagem praticando, mas do nada começamos a praticar nos palcos na frente das pessoas.”

“Nós acabamos tendo algumas turnês boas, o que nos forçou a tocar melhor em alguns shows do início e a nos esforçarmos mais.”

2. Não exagere nos equipamentos. Quanto mais você tiver, mais as coisas vão dar errado…

Jeff: “Não somos os nazistas dos equipamentos. Nossa teoria é de que quanto mais você tiver, mais tempo o seu técnico de palco vai ficar correndo, puxando as coisas e tentando descobrir o que deu de errado.”

“Nós já entramos em turnê com bandas que tem todos esses equipamentos variados. E ficam tipo ‘Oh , wow, Johnny tem 8.000 pedais!’ Mas na verdade, Johnny também tem 8.000 problemas que acabam vindo com eles. Quando o PA atinge os 105dB, você acaba nem ouvindo merda nenhuma mesmo. Tudo isso acaba se perdendo na mixagem.”

Luke: “Existe um padrão repetitivo de que os músicos estão exagerando ou se gabando com seus equipamentos, assim como eles fazem com suas músicas.”

“Você pode ter uma pedaleira de dois metros, e pode parecer legal e divertido pra você, mas para a platéia não vai fazer diferença. Eu acho que os melhores músicos são os que ficam na rua com um chapéu na sua frente com 5 dólares dentro dele!”

jeff-concert-023. Controle sua distorção. As situações com mais ganhos requerem um bom comando dos níveis…

Jeff: “Seria impossível fazer o que nós fazemos sem supressores de ruídos. Se você está em uma banda de rock que usam os modelos mais vintages da Marshall, então você pode se virar sem eles, mas não em uma banda de heavy metal.”

“Os Kemper Profiles que usamos nos shows possuem supressores que são bons o suficiente para as nossas necessidades. Algumas pessoas até reclamam deles.”

4. Não fique pensando no show. O Parkway Drive prefere relaxar o máximo possível antes de se apresentar…

Luke: “Qualquer um que entrar em nosso camarim antes da hora de subir no palco provavelmente nos verá alongando, muita conversa sendo jogada fora e brigas entre nós. Eu posso fazer alguns aquecimentos durante a introdução, só isso. Não temos uma rotinade uma hora de duração antes de entrarmos no palco.”

Jeff: “Eu faço duas coisinhas antes de subir no palco. Não tem nada intenso ou sério acontecendo. Somos bem relaxados, nem uma guitarra nos bastidores. Sério, nós pegamos na guitarra uns dois minutos antes de sair. Eu só dou uma brincada de leve para ver se meu técnico ajustou as cordas o suficiente ou se preciso devolver para ele. Nossa música não tem muita técnica o suficiente para que a gente precise aquecer.”

5. Composição sempre foi mais importante para o Jeff e Luke, você só é tão bom quanto a sua música…

Jeff: “Quando nós começamos a escrever, tudo o que queríamos era rasgar o máximo de notas possíveis, como se fosse uma competição de quem teria o riff com mais notas possíveis – 9.000 de uma vez ou qualquer coisa do tipo! Essa era nossa mentalidade no tempo e nós aprendemos com o tempo que a simplicidade funciona melhor.”

“Eu comecei a escrever coisas que ficaram presas na minha mente primeiro, então eu pensei, ‘Bom, vamos ver se funciona com os outros também!’ Se parece bom para mim, então tem alguma chance!”

Luke: “Muitos músicos são muito melhores sendo musicistas do que compositores. Eles podem parecer impressionantes para outros guitarristas, mas na maioria das vezes, são só coisas imperceptíveis para as pessoas normais. O que eu fico pensando é – existem quantos guitarristas por aí para as pessoas normais?”

6. Retornos fazem você trabalhar mais duro. A clareza no palco faz com que o Jeff e o Luke toquem melhor…

Luke: “Agora nós usamos um retorno in-ear, que nos possibilita ouvir tudo. É tão claro, o que torna as coisas mais difíceis do que parecem.”

“Enfim, isso nos fez melhorar, pois você acaba precisando desenvolver uma técnica para atingir todas as notas da maneira correta. Se os novatos querem soar como profissionais, eles precisam saber como controlar o som deles.”

Jeff: “Caso eu faça um som errado ou qualquer que seja o menor dos erros nós vamos olhar um para o outro e ficar tipo ‘ha-ha você fez isso’ – mas não de um jeito ‘você ferrou com tudo’. Você sempre está esperando para que alguém erre para você rir dele! Você pode estar alimentando a platéia e se divertindo, mas quando você percebe um erro, é hilário!”

“Com os retornos, qualquer hábito ruim que tínhamos, como não colocar as mãos para descansar da forma correta ou usar o lado errado da paleta para fazer um som rasgado, não conseguimos fazer mais isso agora. Não sei nem como conseguíamos ser uma banda, Nós eramos uma merda, talvez ainda sejamos, mas nós éramos bem mais antes de termos esse retorno in-ear! (risos)”

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7. Crie solos seguindo melodias vocais. Jeff e Luke agora seguem os hooks influenciados do Maiden…

Jeff: “Nossos maiores hooks de guitarra provavelmente vieram da minha obsessão pelo Metallica. Se você se mantem musical, as pessoas podem cantar as melodias – essa foi minha maior revelação: simplicidade e eficiência.”

“Na verdade, você nunca sabe como as pessoas irão reagir. Uns seis anos atrás em Bristol a platéia cantava os riffs ao invés dos vocais! Nós saímos do palco nos perguntando o que tinha acontecido e desde então foi algo que foi crescendo.”

“Agora toda vez que tem algum riff muito louco, os fãs começam a cantar. Na América do Sul eles devem ficar ainda mais loucos, mas não podemos esquecer que foi em Bristol que isso começou!”

Luke: “O nosso segredo é a platéia – a energia deles nos motiva. Se eles não se apresentarem para nós, nós não poderemos nos apresentar para eles! Esse é o acordo. Todo mundo deve dar 100% de si, é assim que funciona. É difícil fingir uma energia… E nós somos muito velhos para fingir!”

8. Não espere por nada pois isso acaba levando ao fracasso…

Jeff: “Expectativa é o suicídio. Se você esperar algo, você está fracassado… Você fica sem esperanças! Nós vemos todos esses lugares como um grulpo de amigos caíram na estrada, e eu acho que isso ajudou muito.”

“Obviamente, o que está acontecendo agora é diferente do que acontecia antes. Todo aquele lance de ‘finja enquanto conseguir’ da indústria da música, as pessoas estão vendo além disso. Se você é uma banda falsa, eles vão te colocar em uma garrafa e pedir pelo Slayer.”

Luke: “Se você começar uma banda e tudo o que você almejar é ser o próximo alguma coisa, você está se direcionando para o desapontamento. Só se divirta com isso e trabalhe duro, faça suas coisas, mas lembre-se que, ante e acima de tudo, é apenas por diversão. Pense quantos músicos acabaram se desapontando… É assim que a indústria está funcionando!”

“Alguns anos atrás nós juramos que jamais deixaríamos qualquer um mexer em nossas coisas e trocar nossas cordas… Nós mesmos iríamos cuidar dos nossos equipamentos. Essa foi uma das maiores diferenças, a quantidade de equipe trabalhando para nós agora. Com certeza, nós fomos vendidos! (risos)”

9. Existe vida para o Parkway. Experiências além da música também são importantes…

Jeff: “Eu percebi que eu não sou um Steve Vai. Além disso exitem outros aspectos na vida que eu gosto de aproveitar, como surfar ou esportes.”

“Eu só tenho um tempo limitado que eu dou para a guitarra… Eu sou bem egoísta! As pessoas não percebem o quanto somos sem noção. As ideias aparecem de forma automática pois somos assim!”

“Teoricamente não somos guitarristas, eu só aprendi qual era a nota que eu estava tocando pois eu precisei usar o AutoTune na voz do Winston em casa e precisei saber qual nota iria funcionar.”

Luke: “Nós nunca quisemos ser o Metallica… Para ser honesto, nós nunca fizemos nenhum exercício. Nós só fazemos o que queremos fazer e as coisas acontecem… Por exemplo, eu nunca aprendi a triplet riffs decentemente. Isso deve ter acontecido pois o Jeff escreveu um sem saber e eu acabei tendo que aprender.”