As 10 melhores músicas esquecidas do Parkway Drive

parkway-drive-news-01

O site britânico Musicology publicou um artigo destacando as 10 melhores faixas da carreira do Parkway Drive que foram esquecidas com o tempo. Confira abaixo a tradução da lista e resenha faixa-a-faixa, e clique no título de cada uma delas para ouvir:

10. Leviathan I
Você vai encontrar essa maravilha no final do deslumbrante álbum “Deep Blue”. A faixa traz um riff hardcore pesado, assim como um coro monstruoso que é tanto cativante quanto pesado. A canção segue no caos tradicional do Parkway Drive mostrando sua capacidade incessante de ser brilhante.

9. Gimme A D
A faixa de abertura do disco “Killing With A Smile”, “Gimme A D” foi a primeira experiência que muitos tiveram do Parkway Drive quando eles apareceram pela primeira vez na cena em 2006. Os riffs explosivos ainda eram a parte mais notável do gênero metalcore e o Parkway Drive fez um excelente uso dele nessa faixa. Agora a faixa não está mais na setlist dos shows da banda e nem na cabeça de muitos fãs, mas ela permanece como um das jóias preciosas esquecida de uma banda que realmente mostrou seu esforço em sua estréia.

8. Pressures
Outra joia preciosa do “Deep Blue”, mas dessa vez é a composição da música que ganha destaque. “Pressures” é particularmente interessante pois em determinado momento a música volta e toda a banda toca a sua parte em ordem reversa. É sutil e realmente inteligente e mostra um lado da banda que não tinha sido visto antes.

7. Anasasis (Xenophontis)
Outra faixa vindo do seu disco de estréia, “Anasasis” fala sobre a ideia de a religião não entregar aquilo que foi prometido inicialmente e deixando a fé ser questionada. É um tópico profundo e bem feito, sem falar que em um momento da faixa conta com baixo duplo e uma combinação de riff fantástica para circle pits.

6. Slow Surrender
Pulando para o “Atlas” com essa faixa densa. Lenta e pesada, essa música mostra, novamente, quão criativo o Parkway Drive continuaria a ser nos próximos 10 anos de carreira. Contando com efeitos arranhados no vocal de Winston McCall que não pareceriam deslocados em um disco do Slipknot e que também conta com um riff pesado que deve ser o mais pesado composto por eles até hoje.

5. The Siren’s Song
O que é isso? Uma explosão de batidas? Sim, antes de o Parkway Drive começar a andar em caminhos mais harmônicos e melódicos, eles utilizaram técnicas de gêneros como o deathcore para fazer um som ainda mais pesado. Abrindo o segundo disco “Horizons” com um pranto, descendente de uma guitarra e de um riff explosivo que faz da música não só uma das mais pesadas mas também provavelmente a mais rápida escrita pela banda.

4. Mutiny
Uma das músicas mais hardcore que a banda escreveu, a versão do álbum conta com uma citação do Piratas do Caribe antes de um riff que cai direto na cabeça do ouvinte. Winston McCall está no auge do gutural nessa música enquanto ele rasga seus tons em brutal grito por guerra para o breakdown final. Essa é uma pérola bem escondida em seu disco de estréia, então dê uma chance e experimente o Parkway Drive em seu momento mais pesado.

3. The River
“Atlas” mostrou ao mundo o lado aventureiro do Parkway Drive e o “The River” demonstra isso com perfeição. Trazendo um estilo que a anda ainda não havia tocado, é uma peça lenta e tocante para um amigo que levou sua vida para o fundo de um rio. O couro gospel é uma camada sutil e bem colocada que faz a música ainda mais emocionante e a musicalidade dos dedos tocando as cordas da guitarra fazem com que a música não seja só diferente de tudo que a banda já fez, mas também a melhor música no disco.

2. Atlas
“Atlas” foi o primeiro passo do Parkway Drive no território de baladas. “A Deatlhess Song” é a que todos estão ouvindo atualmente e, com razão, enaltecendo, mas essa foi sua precursora, e indiscutivelmente melhor. O riff acústico e o vocal incrível de Winston fazem dessa música um hino absoluto e uma forma triunfante de ver o disco. Mesmo sendo seguida por mais duas faixas, o disco não consegue atingir esse ponto novamente.

1. Horizons
De uma lenta para uma simplicidade colossal com um breakdwon trovejante, essa faixa mostra o Parkway Drive em seu melhor. A letra é inteligente e bem entregue com bom gosto e a guitarra lidera um som pesado e carrega a música bem. Mesmo tendo só cinco minutos a banda usa bem o tempo para vermos a música desaparecer com um riff que transita de forma maravilhosa do energético e monstruoso que é o breakdown. “Horizons” realmente solidifica o Parkway Drive como uma banda formidável e que vale a pena ser levada a sério e são faixas como essa, que finaliza o disco, que fizeram isso por eles.

Parkway Drive na capa da nova edição da revista Blunt

O site da revista australiana Blunt Posters divulgou hoje a capa da próxima edição que chega às bancas do país no mês de Agosto e traz o Parkway Drive como destaque.

A revista contará com a foto promocional de divulgação da edição deluxe do disco Ire, além de pôsteres e matérias de outras bandas como Blink-182, A Day To Remember, Slipknot, Killswitch Engage, entre outras. Confira a capa abaixo:

Entrevista: Fãs fazem perguntas para o Parkway Drive

rocksound-july16

Em uma matéria publicada na edição de Julho da revista britânica Rock Sound, 5 fãs tiveram a chance de fazer perguntas para os membros do Parkway Drive. Na entrevista eles falam sobre o motivo de o Ire ter se tornado o álbum favorito da banda, o que motivou Winston a escrever letras mais politizadas, quais bandas eles gostariam que sumissem, entre outros. Confira a tradução completa abaixo e clique aqui para conferir os scans da matéria em nossa Galeria:

Chris: Como é estar longe de casa por tanto tempo durante a turnê?
Winston: É uma merda! Próxima pergunta!
Jeff: Na verdade eu gosto, contanto que dure três a quatro semanas de cada vez. Assim, quando nos cansamos da turnê, voltamos para casa, quando nos cansamos de ficar em casa, então vamos para a estrada novamente.
Ben: Fazer turnês com moderação é ótimo, quando se torna algo excessivo é cansativo. Nossos amigos que ficam em Byron Bay se cansam daquilo, mesmo sendo um lugar incrível. Quando estamos em casa parece que estamos no melhor lugar do mundo!

Ollie: O que vocês acharam da petição para fazer com que “Vice Grip” se tornasse o hino nacional da Austrália?
Luke: É claro que eles receberam nosso voto! Isso poderia nos ajudar muito, huh. Eu aposto que conseguiríamos alguns shows com isso.
Ben: É muito engraçado e nada além disso. Mas seria em ótima hora pois aparentemente nós finalmente vamos nos separar da Grã-Bretanha.
Winston: Eu acho que é tipo aquelas situações onde os filhos se mudam e se tornam melhores do que os pais e precisam se livrar das músicas velhas.
Luke: Talvez seria melhor se ficássemos apenas nas moedas.
Winston: Cara, imagina se também fossemos parar nas moedas.
Jeff: É um pouco ambicioso mas seria muito legal! Seu rosto cairia bem em uma moeda, Winston.

Maddy: Se vocês pudessem ouvir um único disco para o resto da vida, qual seria?
Ben: Vamos precisar de um momento de silêncio para considerar…
Jeff: É, essa pergunta é foda…
Ben: Que tal algo como um “O Melhor dos Anos 80”? Foi uma época legal, acredito que seria uma mistura boa.
Winston: É, para ser bem justo foi uma época legal.
Jeff: Eu diria que ficaria com o “Black Album” do Metallica.
Ben: Eu ficaria com muita dor de cabeça ouvindo isso!
Winston: Sim, você acha que conseguiria ouvir o Lars na bateria por tanto tempo?
Luke: Eu não gosto de nenhuma das ideiais… Que tal um CD com pássaros cantando no quintal. O som da natureza. Isso sim.
Ben: Um simulador de ruído branco!
Winston: Eu não consigo nem pensar em algo sério. Talvez algo que eu não gostasse logo de cara para que eu não tivesse que me preocupar isso. Tipo um “Best Of” dos Backstreet Boys que eu odiaria e me livraria desse problema logo.

Chris: Qual o seu álbum favorito do Parkway Drive?
Winston: “Ire”
Jeff: Sim, “Ire”
Winston: O fato é que, a maioria das bandas diz, ‘Oh o novo é o melhor’ mas quando se trata de música, o que você faz é uma representação do que você é naquele momento específico. Faz sentido ter mais orgulho do seu trabalho mais recente pois ele é o que você mais se identifica. Fazer música é algo muito pessoal. Não é que eu não goste de qualquer coisa que fizemos antes, é como olhar seus livros de escola e ficar tipo ‘Oh wow, eu era assim antes!’
Ben: Esse é o disco pelo qual dedicamos mais tempo, o que pensamos mais e o que nos arriscamos mais. Eu também acho que o que foi melhor produzido.
Luke: Que tal isso – qual é o nosso disco favorito para vocês. Não falem “Killing With A Smile”
Chris: Para mim é o “Atlas”
Ollie: Eu apostaria entre o ‘Atlas’ e “Horizons”
Maddy: “Horizons”
Helen: Eu não tenho ideia. Eu acho que o “Ire”
Callum: Bom… É o “Killing With A Smile”
Winston: Oh, sempre tem que ter um, né?

Ollie: Vocês se tornaram bem mais politizados nas composições do “Ire”. O que os motivou?
Winston: Eu sou o cara que escreve as letras, então eu acho que essa é pra mim. É mais sobre ter a confiança de escrever sobre algo que você se importa e não necessariamente sobre algo que caiba no cenário musical ao qual estamos associados. Quando comecei a escrever para essa banda, essas mensagens estavam lá de certa forma mas elas estavam cercadas de metáforas e coisas que deixassem em interpretação livre. Mas continuando, eu queria que as pessoas compreendessem sobre o que nós realmente queremos falar – como banda todos nós estamos na mesma página em relação a isso. Eu sempre compartilho as letras com a banda e falamos sobre os significados, nunca teve alguma vez que alguém tenha falado, ‘Não, não escreva sobre isso, eu não concordo!’ É interessante olhar para trás nos primeiros discos pois as pessoas interpretam as letras de diferentes formas, e geralmente coisas que eu nunca quis dizer.

Maddy: Se você pudesse apagar a existência de uma banda, qual seria?
Ben: colocando a gente em saia justa!
Luke: Essa é difícil…
Ben: Eu estou pensando em algumas respostas mas todas são ofensivas.
Winston: NICKELBAAAAAAAACK! Por que ninguem falou essa?
Luke: Essa é a banda favorita do Jeff!
Ben: Todas as minhas bandas são bandas que já fizemos turnês juntos, então eles podem ficar chateados se eu falar!
Luke: Eu adoraria saber em quem você está pensando agora.
Jeff: Hmm, alguém que eu odeie… Foda-se, eu odeio o Kanny West.

Helen: Como vocês agem se cometem algum erro no palco?
Winston: Você aponta e ri da pessoa que se deu mal! E se chegar ao ponto de ter que parar a música então você deixa bem claro de quem foi a culpa.
Luke: Teve uma vez que eu gravei a mim mesmo afinando e por algum motivo eu acabei tocando o som da afinação por cima do som ao vivo durante toda a intro que estávamos tentando fazer.
Jeff: Sim, ficou durante toda a minha parte.
Luke: Eu não tinha ideia do que tinha feito ou de como fazer para parar!
Winston: Enquanto isso ficamos lá parados olhando ele enquanto ele ficava tentando arrumar isso no pedal! Eu estava morrendo de rir, foi incrível.
Luke: Foi uma das vezes que tivemos que parar de tocar no meio de uma música.
Winston: Eu me lembro nove de 10 vezes que algo deu errado e alguém da platéia tenha percebido. Graças a Deus!

Callum: O que vocês mais gostam de ver na platéia durante um show?
Jeff: Ouvir todos cantando juntos!
Ben: Você consegue visualizar isso?
Jeff: É, ok, você tem razão…
Winston: eu gosto quando a platéia inteira pula, é incrível. Quando você consegue fazer, literalmente, todo mundo pular é algo incrível.
Ben: Eu gosto de perceber quem está realmente entregue. Cantando junto cada palavra. Na maioria das vezes as palavras erradas! Ver as pessoas se tornando psicóticas me fazer melhorar mais ainda a minha performance.

Helen: Se você fosse um animal, qual seria?
Luke: Eu seria um porco, claro, pois esse é meu apelido.
Ben: Espere, é o que você seria ou o que você gostaria de ser?
Winston: Não, todo mundo diz um animal com o qual você se parece. Então, claro que eu teria que ser um cavalo com meu rosto largo e esse cabelo loiro.
Jeff: Eu acho que eu seria um possum?
Winston: Não, você com certeza seria um crocodilo! Está tudo nos seus dentes.
Ben: Eu acho que seria um Besouro do Esterco, não?
Winston: É, me desculpe, é muito apropriado.

“Devil’s Calling” estréia nos charts australianos

devils-calling-video

Essa semana foram atualizadas as paradas musicais medidas pela ARIA, trazendo a estréia do novo single do Parkway Drive, “Devil’s Calling”.

A faixa, que faz parte da divulgação da edição deluxe do álbum mais recente da banda, estreou no 20º lugar na lista de singles de artistas australianos mais tocados nas rádios do país da última semana.

A reedição do álbum “Ire” também conseguiu fazer com que o disco voltasse para a lista dos discos mais vendidos da Austrália, entrando direto na 19ª colocação. Vale lembrar que essa edição foi lançada apenas digitalmente.

Parkway Drive recebe disco de ouro por “Killing With a Smile” e “Horizons”

Na noite de ontem o guitarrista  Jeff Ling publicou em sua página no Instagram uma foto ao lado dos certificados de disco de ouro que recebeu pelas vendas dos álbums “Killing With A Smile” e “Horizons” da ARIA (Australian Recording Industry Association).

O certificado de Ouro é referente as 35.000 cópias vendidas dos discos na Austrália. O Parkway Drive já recebeu os mesmos certificados pelas vendas de “Deep Blue”, “Atlas” e do mais recente, “Ire”. Confira a foto abaixo:

jeff-gold-aria

Winston McCall fala sobre eleições de 2016 ao Ludwire

winston-concert-01

O Ludwire conversou com as bandas All That Remains, We Came As Romans, Nonpoint e com Winston McCall do Parkway Drive sobre as eleições de 2016. Confra abaixo o depoimento de Winston traduzido:

“É bem interessante vir até a América e ver o ciclo da imprensa por trás disso tudo. Ao mesmo tempo nós acabamos de anunciar as eleições na Austrália e parece que é o processo mais longo de uma eleição na Austrália nos últimos 20 anos… são dois meses. Nós perdemos a metade desse processo pois estávamos em outro continente e quando voltamos, boom nós tínhamos um novo primeiro ministro. Ao mesmo tempo fazem anos que essa porcaria louca acontece por aqui, é realmente frustrante ver a influência que a imprensa tem sobre as percepções e reações das pessoas. Você está lidando com uma nação poderosa e uma nação de pessoas diferentes e é assustador de se ver.

Eu acredito 100% que as pessoas tem o direito de ter sua própria opinião, suas crenças e seu estilo de vida. Ao mesmo tempo eu acredito na honestidade e educação, então é louco ver um processo tão importante ser tratado a um nível com insultos pessoais e todo esse hype de merda. Sem tomar partido para um candidato em específico ou qualquer coisa do gênero, é louco ver o processo atual, se eu fosse pensar como uma democracia eu não diria exatamente que, ‘Sim esse é o melhor sistema,’ encontrar pessoas com bilhões de dólares e focar sobre quem dormiu com quem e quem tem uma merda de cabelo. (Risos)”

Estréia do clipe de “Devil’s Calling”

devils-calling-video-02

Hoje foi a estréia oficial do clipe de “Devil’s Calling”, o novo single do Parkway Drive retirado da edição Deluxe do álbum “Ire”, que já está disponível para compra digital ou streaming através de serviços como o Spotify.

Junto com o vídeo, o vocalista da banda, Winston McCall, publicou em seu Instagram um depoimento sobre a inspiração por trás da letra da música. Confira abaixo o texto traduzido e, em seguida, assista ao clipe no player.

Democracia. O conceito que definimos como a pedra angular da liberdade de existência. Liberdade de de escolha em um mundo livre, uma voz livre para todos seguirmos as direções que todos devemos tomar juntos para irmos mais longe em nossa caminhada para o futuro. Nós lutamos por isso, e fazemos isso para que outros possam compartilhar disto. E ainda assim parece que o conceito não vai de encontro com a realidade. A escolha pelo mal ainda é uma escolha? É aceitável nos contentarmos com o melhor do pior? Não. Esse é simplesmente um sonho pelo qual somos vendidos. Sim, vendidos. Um banco de sistema governado por corretores poderosos, fomentadores da guerra, traficantes de drogas e dominadores de recursos. Um sistema manipulado e distorcido onde não importa a escolha, o resultado sempre será o mesmo. Eles nos alimentam com mentiras para nos dividir, criam conflitos para nos distrair, nos medicam para nos anestesiarem e nos brutalizam para nos manterem com medo. As mesmas mãos que se seguram para rezar pelos que se foram são as que assinam as ordens para matar e morrer por agendas secretas. Então, quem é que detém o poder? Os poucos ou os muitos, os riscos ou os necessitados. Eles dizem para não confiarmos em nossos companheiros. Eu não confio, mas não são meus irmãos e irmãs em quem não confio, são nas vozes, nas imagens, nas leis, no ódio e na ganância. Eu pego a mensagem duvidosa deles e devolvo a eles mesmos, jogando fogo com gasolina. É o momento de perceber que se contentar com um sistema quebrado não é a nossa única opção. Nós merecemos mais, e enquanto não derrubarmos as pontes entre ossos medos de mudar, nossos medos da diferença e realmente nos empoderarmos do nosso futuro como um todo, nós vamos sofrer. Isso é um aviso.